Acordes diminutos na música gospel


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Os acordes diminutos são acordes com características bem diferentes de outros como maiores, menores ou suspensos


Os acordes maiores e menores estão fundamentados em terças, maiores e menores, e os suspensos são uma variação deles com a ausência da terça do acorde com poucas ou muitas tensões adicionadas. 

Os acordes diminutos, por sua vez, têm o intervalo de terça menor como  base. No passado, no período da Inquisição, o acorde diminuto estava entre  os acordes proibidos, como os acordes dominantes com sétima. O motivo da  proibição era o intervalo de três tons inteiros presente na formação do acorde, chamado de Trítono, que gera sensação de movimento. Era 
usado em músicas populares, por esse motivo foi considerado vulgar e chamado de “O som do Diabo” ou “intervalo do Diabo”.

Depois dessa fase de trevas, o uso dos acordes diminutos se disseminou na música erudita, mas a referência que temos é nos estilos populares,  como blues, jazz, samba e outros. Os diminutos, aos poucos, foram tomando conta de todo tipo de música, inclusive da música sacra. 

Atualmente, temos percebido nas músicas de sucesso, tanto evangélicas  quanto seculares de modo geral, uma escassez quase generalizada do uso  desses acordes. No entanto, existem cantores que herdaram uma influência  musical mais tradicional. Além disso, ainda existe a possibilidade de aplicar acordes diminutos de passagem em outras situações

Vamos falar aqui sobre a formação teórica do acorde diminuto, a função harmônica e aplicações em hinos tradicionais com influências do blues como “Quão Grande És Tu”, “Deus Enviou” (também conhecido como “Porque Ele Vive”), “O exilado” (Hino da Harpa Cristã conhecido em outros hinários como “Saudade”) e “Quão Bondoso Amigo É Cristo” (também conhecido no Hinário do Cantor Cristão como “O Grande Amigo”).

Vamos também abordar a aplicação do acorde diminuto em outras  situações harmônicas usadas em músicas atuais e sua forma de escrita. 

Formação dos acordes diminutos

Antes de tudo, vamos entender a formação com base na teoria musical. O acorde diminuto é conhecido por ser uma tétrade (acorde com quatro  notas) com intervalos de terça menor (ou um tom e meio). A teoria clássica  nos diz que o acorde diminuto é um acorde que tem a tônica, a terça menor, a quinta diminuta e a sétima diminuta (equivalente a um dobrado bemol – dois bemóis – e a sexta do acorde).

No caso do acorde de Dó diminuto, temos  as seguintes notas C, Eb, Gb e A  (Bbb). Em geral, só se fala na sétima com bemol dobrado por uma questão de teoria, porém, na prática, é mais fácil falar na sexta do acorde.

Resumindo, se você aprender as formações originais e invertê-las, saberá fazer todos os acordes diminutos existentes.


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Andersen Medeiros

Andersen Medeiros é pianista, arranjador e compositor, iniciou seus estudos de piano clássico no curso de extensão da UFAL – Universidade Federal de Alagoas, em seguida migrou para o estudo do piano moderno, em 2010 e 2013 foi palestrante do Congresso de louvor e adoração – LOUVAÇÃO para músicos em igrejas do Estado de Alagoas. Em 2014, em viagem missionária à Cuba teve participação na orquestra norte americana “Celebration” conduzida pelo maestro Camp Kirkland. Hoje, atua como professor do site PianoFlix, uma plataforma de ensino para piano solo e acompanhamento por ouvido. Ensina piano online por skype à alunos no Brasil e no exterior, pianista e líder de músicos na Igreja evangélica Batista El Shaddai em Maceió a mais de 18 anos, e pianista da banda TLB – The Last Band, um projeto embrionário de jazz moderno.

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