Acordes suspensos na música evangélica


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A “harmonia suspensa” surgiu da influência da música evangélica internacional – da qual dentre alguns grupos podemos citar o ministério australiano “Hillsong” – que se espalhou pelo mundo inteiro

“A ‘harmonia suspensa’ foi um divisor de águas em minha vida musical”! Essa foi a declaração de um aluno depois de 7 anos de estudo de harmonia e improvisação, piano solo e acompanhamento, passando por vários estilos como jazz, blues, walking bass e muitos outros recursos de performance e harmonia. No entanto, segundo ele, o que o marcou foi a “harmonia suspensa”.

Na verdade, não conheço nenhum estudo que seja denominado de “harmonia suspensa”. O que existe de fato na teoria musical é o estudo dos acordes suspensos. Mas, por causa dessa harmonia que nos leva a aplicar acordes suspensos por quase todos os eventos harmônicos de uma música, torna-se inevitável chamar esse tipo de aplicação de “harmonia suspensa”.

Primórdios da harmonia suspensa

Essa “harmonia suspensa” surgiu da influência da música evangélica internacional, da qual dentre alguns grupos podemos citar o ministério australiano “Hillsong” que se espalhou pelo mundo inteiro influenciando os crentes. Suas canções são cantadas como versões por outros ministérios em vários países e em seus próprios idiomas.

Trazendo a arca

Trazendo A Arca

No Brasil também há uma demanda muito grande de canções que são versões de grupos, cantores e ministérios internacionais com essa característica harmônica. Mas essa harmonia não é exclusiva desse tipo de música “importada”: essa influência chegou para ficar e marcar a história do mundo gospel de forma que podemos aplicar até mesmo nos hinos tradicionais, modernizando e incluindo-os num contexto musical atual.

Outros dois ministérios que podemos citar aqui, não somente pela harmonia suspensa mas também pelo virtuosismo aplicado por seus tecladistas, são “Toque no altar” e “Trazendo a arca”. É claro que existem outros nomes, mas o tipo de performance aplicada por eles tem se tornado uma referência no meio dos tecladistas, tanto que, por incontáveis vezes, alunos me procuram querendo aprender a tocar da mesma forma.

 

Que harmonia suspensa é essa?

Fazendo uma breve análise do tipo de harmonia e performance usada por esses dois ministérios, podemos perceber que, além da influência da música popular brasileira, identificamos a “harmonia suspensa” como a principal característica, com destaque para a performance, os movimentos aplicados, que, nesse aspecto, acredito ser uma referência para os tecladistas cristãos.

Quando iniciei minha jornada musical, entre as décadas de 1980 e 1990, o acorde suspenso não passava de um acorde que precedia a dominante com a simples função de subdominante. Mas esse quadro mudou radicalmente, de forma que, atualmente, mundo gospel os acordes suspensos são protagonistas na maioria das composições que estão no topo da mídia.

Na edição 45 de Teclas & Afins, fizemos uma abordagem sobre a harmonia usada nas músicas atuais, no texto “A evolução das progressões”. Da mesma forma que as progressões evoluíram, a característica dos acordes mudou de forma individual. Essa característica nos lembra o estilo de música “new age”, que usa muitos acordes suspensos, bem como a música oriental, que tem por base a escala pentatônica, que é uma escala com cinco notas, gerando uma sonoridade suave e livre de possíveis conflitos.

Na edição 46 de Teclas & Afins, no texto “Jazz na Igreja” abordamos sobre a leveza da escala pentatônica e a capacidade de adaptação a harmonias mais sofisticadas sem entrar em conflitos (em outro momento, poderemos escrever mais sobre como a escala pentatônica combina com a  “harmonia suspensa”).

 

Quer saber todas as dicas de Andersen Medeiros e aprender a realizar uma “harmonia suspensa”?  Acesse gratuitamente a edição 50 da revista digital Teclas & Afins!

 

 

Andersen Medeiros é pianista, arranjador e compositor, iniciou seus estudos de piano clássico no curso de extensão da UFAL – Universidade Federal de Alagoas, em seguida migrou para o estudo do piano moderno, em 2010 e 2013 foi palestrante do Congresso de louvor e adoração – LOUVAÇÃO para músicos em igrejas do Estado de Alagoas. Em 2014, em viagem missionária à Cuba teve participação na orquestra norte americana “Celebration” conduzida pelo maestro Camp Kirkland. Hoje, atua como professor do site PianoFlix, uma plataforma de ensino para piano solo e acompanhamento por ouvido. Ensina piano online por skype à alunos no Brasil e no exterior, pianista e líder de músicos na Igreja evangélica Batista El Shaddai em Maceió a mais de 18 anos, e pianista da banda TLB – The Last Band, um projeto embrionário de jazz moderno.

 

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