As escalas do campo harmônico maior e a correlação escala/acorde


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Sabem aquelas escalas consideradas “gregas” por quem não as conhece? Descobriremos tudo sobre elas!


A partir de cada nota da escala maior, podemos construir um acorde, obtendo o assim chamado campo harmônico diatônico – ou harmonização – da escala maior. Da mesma forma, a partir de cada grau, se constroem sete escalas, de forma comum chamadas de modos, ou escalas modais. Na figura, podemos ver a correlação entre cada acorde e sua escala:



Em termos tonais, é útil evidenciar a direta ligação entre um determinado acorde e sua escala. Cada tonalidade é composta, na sua forma mais simples, por um campo harmônico diatônico (os acordes) e pelas relativas escalas. A escala e o acorde são as duas faces de uma mesma moeda, a escala sendo a representação horizontal e o acorde sendo a representação vertical.


Considerações sobre as escalas

Escala Jônica: usa-se nos acordes com 7M que têm função de tônica (I7M). Tonalmente, é necessário prestar atenção ao 4° grau da escala, pois gera uma forte tensão com o 3°. Na escala jônica, o 4° grau configura-se como nota de passagem ou cromatismo ao 3°, pois não é conveniente permanecer nela. Para evitar a dissonância do 4° grau, é possível transformá-lo em #4, gerando assim uma escala Lídia (1-2-3-#4- 5-6-7). Esta escala pode ser aplicada no lugar da escala jônica, pois as notas do acorde (1-3-5-7) são respeitadas.

Escala Dórica: é uma escala menor com sexta maior. É, talvez, a escala menor mais usada na improvisação, sendo a escala dos acordes com função de IIm7. Ela pode ter, também, outras aplicações: pode ser usada como primeira opção para acordes Xm7 nas músicas com características “modais”, ou em algumas outras circunstâncias que analisaremos nas próximas edições. A música “Footprints”, de Wayne Shorter, por exemplo, é um blues em menor.Sobre o primeiro grau dessa música pode-se usar uma escala Dórica, já que o compositor quis colocar um primeiro grau com sétima menor.

Escala Frígia: usa-se sobre o IIIm7. Por causa de sua sonoridade muito característica, fora do contexto tonal, é usada em músicas que requerem especificamente essa sonoridade (veja, por exemplo, a música “La Fiesta”, de Chick Corea)… (Leia mais…)


Para saber tudo sobre as escalas do campo harmônico maior e a correlação escala/acorde, acesse aqui a coluna completa de Turi Collura!



Turi Collura

Pianista, compositor, atua como educador musical e palestrante em instituições e festivais de música pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. Turi é Coordenador Pedagógico do site www.terradamusica.com.br onde ministra os cursos online de “Piano Blues & Boogie”, “Improvisação e Composição Melódica”, “Harmonia Aplicada à Música Popular” e “Linguagem e Percepção Musical”. Autor dos métodos “Rítmica e Levadas Brasileiras Para o Piano” e “Piano Bossa Nova”, tem se dedicado ao estudo do piano brasileiro. É autor, também, do método “Improvisação: práticas criativas para a composição melódica”, publicado pela Irmãos Vitale. Em 2012, seu CD autoral “Interferências” foi publicado no Japão. Seu segundo CD faz uma releitura moderna de algumas composições do sambista Noel Rosa.
www.turicollura.comwww.terradamusica.com.br


Teclas & Afins 58 - Debora Gurgel

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