Edson Sant’anna e a improvisação


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Trafegando pelo jazz e a música instrumental brasileira, Edson Sant’anna vem trilhando uma carreira de sucesso ao lado dos maiores músicos do Brasil


O pianista, compositor e arranjador Edson Sant’anna é natural de Joinville, em Santa Catarina, e vem desenvolvendo intensa atividade de pesquisa, ensino e performance relacionando o piano à improvisação, seja no contexto do jazz ou na música instrumental brasileira. Como musicista, participou de diversos grupos de música instrumental, como Bob Wyatt Quarteto, Paulo Malheiros Noneto, Thiago do Espírito Santo Trio, Banda Jazz Sinfônica de Diadema, Marcos Paiva Sexteto, Jorginho Neto Sexteto, Alex Buck Octeto, Daniel D’Alcantara Quinteto e Soundscape Big Band Jazz, além do Trio Ciclos, com Bruno Migotto e Alex Buck.

Como pianista convidado, já acompanhou artistas como o baterista e compositor Wilson das Neves e as cantoras Sara Chrétien, Silvia Maria e Fabiana Cozza. Bacharel em Composição pela USP – Universidade de São Paulo e mestrando em música por essa mesma instituição, desde 2017 passou a integrar a equipe docente do Departamento de Música Popular do Curso Superior de Bacharelado em Música da Faculdade Cantareira, lecionando Piano.

Em outubro de 2018, lançou seu primeiro CD, intitulado Bopville. O disco é uma homenagem ao período do Jazz que mais o influenciou, marcado pelo bebop e hardbop, gravado ao vivo com um quinteto formado por alguns dos melhores músicos do gênero na atualidade. Edson Sant’anna concedeu esta entrevista pouco depois do lançamento do álbum Mobiles Vol. II, e fala de sua carreira e seus projetos. Confira!


Sua formação foi clássica? Qual a importância dessa formação?

Comecei a tocar profissionalmente por volta dos 15 ou 16 anos, em bandas de baile em minha cidade, Joinville. Em seguida, estudei um pouco de piano clássico na Casa de Cultura e no Conservatório Bellas Artes de Joinville, mas minha formação de base foi totalmente da música popular.



Como a música popular e o jazz entraram em sua vida?

Bom, a música popular veio a partir da vivência dos bailes, tirando músicas que precisava aprender baseado no tocar “de ouvido”. Também acompanhei, em Joinville, duas cantoras – Ana Paula da Silva e Lily Blumerants – e aprendi bastante. Eu não tinha piano, mas um teclado e usava os teclados que eu tocava nas bandas. Fui ter contato com um piano mesmo quando comecei a ter aulas na Casa da Cultura, com o professor Marco Aurélio Schimidt, que sempre incentivava os alunos a compor e a criar. Era um professor diferenciado nesse sentido. Depois, fui tendo contato mais regular com piano no conservatório Bellas Artes, onde logo comecei também a dar aulas. E, então, aproveitava todo o tempo disponível para estudar. Vivia ávido por qualquer informação sobre música… Via uma loja de CDs e entrava para ver o que tinha relacionado a piano, a música instrumental, jazz… Entrava em uma livraria e perguntava: vocês têm algum livro de música? Na biblioteca, a mesma coisa (risos). Comprava aquelas videoaulas em VHS. Fui em uma loja que importava CDs e encomendei o Kind of Blue, de Miles Davis. Na época, era supercaro (risos). Naquele momento, meu interesse era ficar no piano quando os alunos faltavam, descobrindo coisas por meio da improvisação, e comecei a descobrir esse tipo de música que privilegia muito a improvisação, que é o jazz, em um programa na rádio de Curitiba chamado “Tempo de Jazz”. Fiquei fascinado com esse universo musical, pois não imaginava que houvesse uma música que privilegiasse tanto a improvisação como o jazz. Curiosamente, o que mais me impressionou no início foram mais os músicos de sopros do que os pianistas: as linhas de bebop do Charlie Parker, Sonny Stitt, depois Miles, Coltrane etc… Um dia, ouvindo uma gravação de Erroll Garner tocando “Over the Rainbow”, em piano solo, fiquei impactado, emocionado. Nesse processo, acabei por descobrir o que são as minhas duas grandes paixões até hoje dentro da música: o piano e a improvisação. Então, como não havia professor nessa área, comecei a estudar de maneira autodidata. Concomitantemente veio o interesse pela chamada música instrumental brasileira. Depois, comecei a participar das oficinas e festivais de música que aconteciam todo ano em Itajaí (SC) e Curitiba (PR). Essas oficinas me ajudaram muito, pois nessas ocasiões eu tinha contato com alguns instrumentistas que já admirava, o que me fez ter a certeza de que era aquilo que eu queria fazer, de seguir a carreira de músico e, posteriormente, ir para a cidade de São Paulo com a intenção de ter mais contato com essa área e ampliar meus estudos. Este ano, irei dar aulas no Festival de Música de Itajaí, o que é uma grande alegria: dar aulas em um festival em que já estive como aluno e que foi tão importante para mim. (Leia mais…)


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Teclas & Afins 64 - Marco Bernardo

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