“Merlin the Magician”, de Rick Wakeman


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Rick Wakeman: The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round TableFaixa do álbum The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table, “Merlin the Magician” é uma das mais inspiradas composições e performances de Rick Wakeman

Em julho de 1974, o tecladista Rick Wakeman, então com 25 anos, encabeçou o show do festival de rock Crystal Palace Garden Party VII, realizado no Crystal Palace Park, em Londres, com sua banda, orquestra sinfônica e coro. Ele havia deixado o grupo de rock progressivo Yes apenas dois meses antes, por causa de diferenças criativas, e continuou sua carreira-solo, que ia muito bem após o sucesso de seu segundo álbum, Journey to the Center of the Earth, que se tornou o primeiro de A & M Records a chegar ao número um das paradas britânicas.

Apesar do sucesso, a saúde de Wakeman se deteriorou muito durante os preparativos para o show do Crystal Palace. O estresse de organizá-lo fez que ficasse sem dormir nos cinco dias anteriores ao evento. Além disso, o tecladista quebrou alguns ossos do pulso numa queda em um bar. Wakeman se apresentou depois de receber três injeções, uma delas de morfina, antes de entrar no palco. A situação progrediu para três pequenos ataques cardíacos alguns dias depois, causados também pelo tabagismo frequente e o consumo intenso de bebidas alcoólicas.

Durante a recuperação de Wakeman no Wexham Park Hospital, em Berkshire, um especialista o aconselhou a deixar de se apresentar e se aposentar, mas o tecladista  o ignorou e começou, ali mesmo, a escrever material para seu próximo álbum  e estúdio, baseado na lenda do Rei Arthur e as pessoas e eventos em torno dele. Durante sua juventude, Wakeman havia ficado em uma fazenda em Trevalga, Cornwall, durante cinco meses, a algumas milhas de Tintagel, onde seria a localização do castelo de Arthur.

“Esse trabalho é, de várias formas, uma autobiografia musical. Muito foi escrito na minha cabeça enquanto eu estava deitado no Wexham Park Hospital, depois do meu primeiro ataque cardíaco”, afirmou o músico.

Wakeman conseguiu registrar o que compunha depois de pedir a alguém que esgueirasse um gravador cassete para seu quarto do hospital a fim de gravar suas ideias, cantarolando-as no microfone. O tecladista encontrou alguma dificuldade com a composição de The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table, uma vez que muitas histórias traziam relatos diferentes. Depois de ler oito livros, ele escolheu os detalhes que considerou mais “coloridos”, o que incluiu uma passagem de um livro infantil sobre o assunto, e organizou o trabalho em torno de quatro histórias amplamente conhecidas e duas menos conhecidas, adaptando-as à música e às letras.

Grande parte do álbum foi baseada em torno das três espadas da lenda: a que Arthur puxou para fora da pedra e da bigorna; a Excalibur, que alguns acreditavam ter sido entregue a Arthur pela dama do lago (“Lady of the Lake”); e a associada a Galahad.

No entanto, talvez a faixa que realmente define o álbum seja “Merlin the Magician”, com sua precisão melódica e sua fusão estilística, com um interlúdio de honkytonk.

 

 

Para saber os detalhes de “Merlin The Magician”  e ver a transcrição de Renato Moog dessa peça icônica de Rick Wakemanacesse gratuitamente a edição 47 da revista digital Teclas & Afins!

 

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