O estudo das cifras e a música gospel


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Quando iniciei minha jornada musical, vivi com amigos
músicos uma grande crise porque, em nossa inexperiência, buscávamos saber qual a forma correta de escrever os acordes pelas cifras. Não queríamos simplesmente saber a melhor forma, mas a forma “absolutamente correta”…


Como já foi dito em outros artigos, minha história musical está diretamente ligada à igreja, e foi nesse cenário que se desenvolveu o que vou relatar aqui. Entre as décadas de 1980 e 1990, tínhamos a oportunidade de fazer intercâmbio com músicos de outras igrejas locais e de outros estados, tanto da mesma denominação como de outras. Além disso, diferentemente dos dias de hoje, não tínhamos aplicativos ou sites com quase todas as músicas existentes cifradas e à distância de apenas um clique.

O que tínhamos eram livros e revistas de várias editoras diferentes com músicas de álbuns específicos. Tínhamos também partituras importadas com cifras, principalmente americanas, e, por fim, os livros e revistas seculares de MPB como os “Songbooks”.

Era dentro desse conteúdo literário musical que buscávamos entender a escrita perfeita dos acordes. Mas, infelizmente, o que encontrávamos era uma verdadeira “salada” com formatos diferentes. Até mesmo no meio acadêmico onde estudei, no curso de extensão da Universidade Federal, não encontrei uma resposta para minha busca. Tive diversas conversas e boas discussões com amigos músicos sobre esse assunto e cada um tentava defender a forma de escrita que acreditava ser a “absolutamente correta”.

Com o passar dos anos, percebi que minha busca ainda não tinha terminado, pois o mesmo cenário permanecia, mas com algumas novidades. Além dos padrões que já conhecia, encontrei músicos que escreviam um formato diferente, como se fosse um tipo de “dialeto musical”, composto pela mistura de tudo que eu conhecia e mais alguns sinais inéditos.

O mesmo aconteceu quando comprei um livro importado de partituras e cifras com coletâneas de músicas, em que, para minha surpresa, encontrei uma das maiores divergências na escrita das cifras de uma música para outra, com formatos diferentes dentro do mesmo livro. E vale ressaltar que era material de uma das maiores editoras do gênero.

Foi quando percebi que nunca iria encontrar uma forma de escrita absoluta como a partitura e, hoje, isso se tornou claro nos livros de teoria e notação musical, em que já se aceitam diversas formas de escrita.

Depois de uma vasta pesquisa, gostaria de aproveitar a oportunidade em que estamos falando sobre esse assunto para citar as várias formas de escrever a cifra de um acorde. Vale lembrar que o objetivo de uma cifra sempre é o de simplificar o entendimento de um acorde e evitar mal-entendidos, padronizando a linguagem dentro de um grupo.



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Andersen Medeiros

Andersen Medeiros é pianista, arranjador e compositor, iniciou seus estudos de piano clássico no curso de extensão da UFAL – Universidade Federal de Alagoas, em seguida migrou para o estudo do piano moderno, em 2010 e 2013 foi palestrante do Congresso de louvor e adoração – LOUVAÇÃO para músicos em igrejas do Estado de Alagoas. Em 2014, em viagem missionária à Cuba teve participação na orquestra norte americana “Celebration” conduzida pelo maestro Camp Kirkland. Hoje, atua como professor do site PianoFlix, uma plataforma de ensino para piano solo e acompanhamento por ouvido. Ensina piano online por skype à alunos no Brasil e no exterior, pianista e líder de músicos na Igreja evangélica Batista El Shaddai em Maceió a mais de 18 anos, e pianista da banda TLB – The Last Band, um projeto embrionário de jazz moderno.

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