Os sons de “Africa”, do Toto


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Com poucas unidades fabricadas e vendidas, o Yamaha GS-1 deixou sua marca na história da música pop graças à “Africa” e serviu como plataforma de testes para a tecnologia de síntese FM


A banda Toto foi formada em 1976, em Los Angeles, nos Estados Unidos, pelo tecladista David Paich e o baterista Jeff Porcaro, que tocaram juntos como músicos de estúdio em vários álbuns, tendo trabalhado regularmente com Steely Dan, Seals and Crofts, Boz Scaggs e Sonny and Cher, entre outros.

Para o primeiro álbum do grupo foram convidados o baixista David Hungate, o guitarrista Steve Lukather, o tecladista Steve Porcaro (irmão de Jeff ) e o cantor Bobby Kimball. Por ter sido formada por músicos de estúdio, a banda desde seu início apresentava muita qualidade técnica, além de elementos de diferentes estilos como pop, rock, soul, funk e jazz.

Ironicamente, por causa desse perfil, do domínio técnico de seus instrumentos, os críticos decidiram que o grupo era polido demais e os tratava como se fosse algum tipo de banda pré-fabricada, como os The Monkees ou o Menudo.

Historicamente, poucas pessoas na história da indústria fonográfica têm, individual ou coletivamente, influência maior sobre a cultura pop que os membros do Toto: as performances dos músicos da banda podem ser ouvidas em impressionantes cinco mil produções que, juntas, acumulam mais de meio bilhão de álbuns vendidos.

Não é exagero estimar que 95% da população mundial tenha ouvido uma performance de um dos membros do Toto: a lista de artistas com quem eles colaboraram individualmente é um verdadeiro compêndio dos maiores nomes da música, principalmente do rock-and-roll, que inlcui Warren Zevon, Paul McCartney, Cher, Joni Mitchell, Tommy Bolin, David Gilmour, Alice Cooper, Bob Seger, George Duke, Michael Jackson e Michael McDonald. Como banda, o Toto vendeu mais de 40 milhões de álbuns, e continua na ativa, tendo se tornado referência em termos de produção e sonoridade.

Depois de 42 anos de sua formação, o grupo teve novo renascimento graças a uma série de memes nas redes sociais de uma de suas mais famosas canções, “Africa”. Em resposta a esse ressurgimento e aos repetidos pedidos de uma fã, a banda Weezer gravou uma versão cover em 2018, que chegou ao número 51 na Billboard Hot 100 e número um na Billboard Alternative Songs, além de atingir o topo de vendas do iTunes.


“Africa”

“Africa” foi apresentada ao público no quarto álbum da banda, chamado Toto IV, e lançada como single em setembro de 1982. O disco se tornou um dos maiores sucessos da década de 1980, trazendo, “Africa” e mais dois singles que atingiram o top 10 da Billboard Hot 100, “Rosanna” e “I Won’t Hold You Back”, além de “Make Believe”. Ao todo, o álbum conquistou seis Grammy: Melhor Arranjo Vocal, Melhor Arranjo Instrumental Acompanhando Vocalista, Gravação do Ano (os três por “Rosanna”), Engenharia de Gravação, Produtor do Ano e Álbum do Ano.

A banda não sabia o que fazer com “Africa”, a primeira música em que o Toto utilizava loops e overdubs. Alguém até sugeriu que Paich guardasse a composição para seu álbum solo. A canção alcançou o topo da US Billboard Hot 100 em fevereiro de 1983 e o terceiro lugar na UK Singles Chart no mesmo mês.

Ainda hoje, é um sucesso: no twitter, um bot posta ininterruptamente a letra da canção, ao passo que o clipe oficial é reproduzido em um loop infinito no site ibless.therains.downin.africa. A música já foi utilizada em inúmeras propagandas e séries de TV, entre elas Stranger Things, South Park e Community, e parodiada por Justin Timberlake e Jimmy Falon no The Tonight Show with Jimmy Fallon. Isso sem falar no Weezer e nos memes…



Em recente entrevista, Paich relembrou como compôs “Africa”: “Durante muitos anos fui atraído pelos anúncios da UNICEF com imagens da África e das crianças famintas. Sempre quis fazer algo para me conectar com isso e chamar mais atenção para o continente. Também queria ir até lá, então inventei uma música que me colocou na África. Eu ouvia a melodia em minha cabeça, sentei-me ao teclado e toquei a música em cerca de 10 minutos. E, então, o refrão saiu. Cantei o refrão exatamente como se ouve hoje. Foi como se Deus estivesse canalizando isso. Pensei: ‘sou talentoso, mas não tão talentoso. Algo acabou de acontecer aqui!’”. 


Para ler a matéria completa e saber tudo sobre “Africa”, do Toto, e os teclados Yamaha GS-1 e CS-80, utilizados na gravação, acesse gratuitamente a edição 54 da revista digital Teclas & Afins clicando aqui!


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