Professor Longhair


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Professor LonghairSeu estilo de piano tão singular e picante, que misturava blues, rock e rumba, trouxe uma irresistível sensação caribenha à música e impulsionou o batimento cardíaco-musical de sua cidade natal

 

Apesar de ter sido reconhecido, uma década e meia depois de sua morte, como um dos fundadores do R&B de New Orleans, Roy “Professor Longhair” Byrd, em determinado momento de sua longa carreira, foi tão  excluído que, para sobreviver, chegou ao ponto de ter que varrer os andares da loja que um dia havia exibido seus discos nas prateleiras. Depois disso, Longhair conseguiu uma grande retomada, mostrando a todos a sua persistência e o seu amor à música.

Seu estilo de piano que misturava blues, rock e rumba, era tão singular e picante que impulsionou   batimento cardíaco-musical de sua cidade natal. Longhair trouxe uma irresistível sensação caribenha à sua música, cheia de frases e ornamentos que todos os homens das teclas de New Orleans tiveram que aprender para não ficar de fora, incluindo Fats Domino, Huey Smith e Allen Toussaint, que depois o homenagearam muitas vezes.

Longhair cresceu nas ruas de New Orleans, onde dançava sapateado na Bourbon Street para ganhar alguns trocados. Kid Stormy Weather e Tuts Washington foram suas grandes influências e  deixaram suas marcas no jovem, mas Longhair trouxe sua própria concepção para a música.

Mestre do entretenimento com dom natural, Longhair começou a tocar seriamente em 1948, quando ganhou espaço para um show no Caldonia Club. Mike Tessitore, proprietário da casa, foi quem lhe deu o apelido famoso. Longhair estreou em disco em 1949, gravando quatro faixas, incluindo a primeira versão de “Mardi Gras in New Orleans” (famosa pela introdução assoviada), para o selo Star Talent, baseado em Dallas. Sua banda era chamada de “Hungria”, sabe-se lá por quais motivos.



Os problemas da economia na época atingiram o mercado fonográfico, mas Longhair produziu seu primeiro sucesso nacional pela Mercury em 1950, a hilária “Bald Head”, creditada a Roy Byrd & His Blues Jumpers. O pianista ainda fez gravações para a Atlantic em 1949, Federal em 1951, Wasco em 1952 e Atlantic novamente em 1953, produzindo a imortal “Tipitina”, “Night in the Night” e o maravilhoso boogie “Ball the Wall”.

 

Para ler a matéria completa de Mauricio Pedrosa e tocar o sucesso “Tipitina” de Professor Longhair, clique aqui acesse gratuitamente a edição 43 da revista digital Teclas & Afins.

 

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