Amilton Godoy e Léa Freire lançam “A Mil Tons”


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O pianista Amilton Godoy e a flautista Léa Freire apresentam o novo disco em dueto com show no Tupi or not Tupi

Amilton Godoy e Léa Freire fazem o lançamento de A Mil Tons, novo disco da parceria em dueto, piano e flauta. É a segunda vez que o pianista, ex-Zimbo Trio, e a flautista se unem em álbum. O primeiro, trouxe composições de Léa para piano, colocando Amilton como intérprete. Desta vez, fazem o caminho contrário e o registro traz exclusivamente composições e arranjos de Amilton. O nome, sugestão de Léa, faz referência justamente a esta autoria. O show será no dia 15 de agosto, noite de terça-feita, no Tupi or not Tupi.

A Mil Tons traz 10 faixas instrumentais, com direção musical do próprio Amilton. A engenharia de som, mixagem e masterização foi feita pelo preciso Homero Lotito. Tudo gravado no Estúdio Gargolândia, local propício à inspiração. O resultado evidencia o virtuosismo e a maturidade musical de ambos. O disco sai pelo selo Maritaca, que também assina a produção.

Léa toca flauta transversal em C na maioria das faixas, músicas como “O Batráquio” e “Santa Cecília” também tem flauta G. Já na inédita “Três Irmãos”, entra a enorme flauta contrabaixo. A flauta e o piano de Amilton seguem conectados, dialogando em sincronia por todo o disco. Cada faixa revela um desafio diferente e proporciona uma nova descoberta aos ouvidos, alternando entre a execução do tema e a improvisação.

O disco abre com “Choro”, música composta na metade da década de 70, com a intenção de fugir dos encaminhamentos comuns deste gênero, ela finaliza com uma “dobrada” no andamento. Em “Teus Olhos”, o movimento varia entre o contemplativo e a agitação da melodia. “Pouca Encrenca” propõe duas ideias distintas que se completam, nela a flauta dobra a mão esquerda do piano, reforçando a melodia, cujo tema é apresentado de forma sincopada, aqui a “encrenca” é para o pianista. “O Batráquio”, também criada nos anos 70, traz o suingue numa harmonia simples, dois acordes, que convida a improvisação. “Minha intenção era criar na música brasileira, uma ideia de mão esquerda como o boogie-woogie está para a música americana”, conta Amilton.

“Estudo em Bb” é conduzida pela flauta, com numerosas escalas que passeiam por toda a sua tessitura, enquanto o piano acompanha. “Santa Cecília”, por sua vez, de notas longas e variações no tempo, foi criada em homenagem à padroeira dos músicos. Em “Caucaia do Alto”, uma das mais recentes composições no disco, prevalecem cinco notas e há uma construção com três finais diferentes, um preparando para o outro. “Quem Diria”, boa para improvisar, tecnicamente desafia a flauta na execução.

Única música inédita no disco, “Três Irmãos” flerta com o blues mas com muito balanço brasileiro, o piano e flauta ficam em diálogo constante. O nome faz referência aos três pianistas da família Godoy (Amilton, Adylson e Amilson Godoy). Nesta, Léa toca com a flauta contrabaixo que confere “um sabor todo especial”, como ela mesma diz.

“Teste de Som” finaliza o disco como a “hora do recreio” para quem gosta de improvisar. “Esta música é dedicada ao Zimbo Trio, pois toda vez que tínhamos uma apresentação artística, a passagem de som era feita utilizando esse tema, razão do nome. De harmonia muito simples, possibilita ao músico ficar muito à vontade para criar tendo sua estrutura como base”, conta Amilton.

“Amilton não deixa nada largado, uma frase musical, uma ideia rítmica, sempre voltam, se desenvolvem, às vezes modificados, às vezes disfarçados, mas jamais esquecidos. Já a execução é um desafio sempre, soa fácil, mas é difícil. Suas composições instigam, passeiam pela flauta toda e oferecem a prazerosa alegria de improvisar”, compartilha Léa.

 

Pianista Amilton GodoyAmilton Godoy

Ao lado de Rubens Barsotti (bateria) e Luiz Chaves (baixo), participou da formação, em 1964, do hoje histórico Zimbo Trio, grupo instrumental que gravou 51 discos e apresentou-se em mais de 40 países. Foram 49 anos de uma história rica e com reconhecimento mundial, levando sempre na bagagem a música instrumental brasileira. São 50 anos ativos no piano! Hoje segue sua carreira como Amilton Godoy Trio, com o primeiro disco lançado em 2013, o CD Autoral 1, o segundo disco está sendo produzido em estúdio, o Autoral Vol. 2.

Como maestro e arranjador, produziu diversos álbuns, entre eles a coleção Piano Solo Compositores Brasileiros. Como solista, é considerado um dos maiores pianistas do mundo e atuou como convidado em orquestras regidas por maestros como Júlio Medaglia, Chiquinho de Moraes e Simon Bleche. Amilton Godoy nasceu em Bauru (São Paulo), venceu importantes concursos de piano ao longo de sua carreira.

Em 1973, com Barsotti e Chaves e o baterista João Ariza, fundou, em S. Paulo, uma importante escola de música, que já formou mais de 30 mil alunos, o CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical. Nela, Amilton atua como diretor e responsável pela extensa metodologia musical com dezenas de métodos editados. Em 2012, gravou ao lado do jovem gaitista Gabriel Grossi o CD Villa-Lobos Popular e em novembro de 2013 lançou ao lado da Flautista Léa Freire o CD Amilton Godoy e a música de Léa Freire. Este ano, está lançando o novo disco em parceria com a flautista Léa Freire, com composições de Amilton Godoy. Segue em 2017 com seus três projetos: o Trio, ao lado de Edu Ribeiro (bateria) e Sidiel Vieira (Baixo), e os trabalhos com Léa Freire e Gabriel Grossi (CD e o novo show Compositores Brasileiros).

http://www.amiltongodoy.com/

 

Flautista Léa FreireLéa Freire

Léa cresceu cercada de música, estudou primeiramente piano, quando se aproximou de compositores brasileiros como Villa-Lobos e Radamés Gnattali, além de Bach e Debussy. Depois, violão e então a flauta, onde é autodidata e criou sua marca musical. Compositora versátil, lançou o primeiro disco, Ninhal, em 1997, quando também abriu o selo Maritaca. Lançou vários discos na sequência, entre eles, Cartas Brasileiras (2007), que teve direção musical de Teco Cardoso e regência de Gil Jardim e tornou-se panorama da música instrumental paulista contemporânea, envolvendo mais de 60 músicos em diversas formações. O Quinteto Vento em Madeira, que além de Léa e Teco conta com Tiago Costa (piano), Fernando Demarco (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria), lançou dois álbuns, Vento em Madeira (2011) e Brasiliana (2013), e lança também neste ano Arraial (2017), todos com participação de Mônica Salmaso. Além do seu selo Maritaca, que já lançou 50 títulos, Léa é também produtora e editora de música instrumental, edita livros com partituras. É parceira de Joyce Moreno, que já lançou suas canções na Europa e Estados Unidos.

Acesse: http://www.ventoemmadeira.com/

 

Sobre o Selo

Criado por Léa Freire, a Maritaca é um selo de música instrumental brasileira que, desde 1997, lançou quase 50 títulos, sendo que destes, somente dois tiveram algum tipo de incentivo. A ideia do selo é registrar essa música tão rica e divulgar esse amplo repertório.  Grandes músicos já gravaram na Maritaca, sempre fazendo o que sabem fazer melhor, sem restrições.

Acesse: http://www.maritaca.art.br/

A Mil Tons, disco digital, está disponível em todas as plataformas digitais para download ou streaming: iTunes, Google Play, Spotify, Deezer, Apple Music etc.

 

Serviço
Amilton Godoy e Léa Freire – Lançamento do disco A Mil Tons
Data: 15/08/2017 (terça-feira)
Local: TUPI OR NOT TUPI
Horário: 21h
Duração: 75 minutos
Endereço: Rua Fidalga 360, Vila Madalena.
Fone: (11) 3813-7404
Capacidade: 110 lugares
Acesso a deficientes
Classificação: livre
Ingressos: R$ 40,00
Compra de ingressos pelo site: www.tupiornottupi.net

Todos os cartões de crédito e de débito. Manobristas à porta.

 

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